terça-feira, 24 de junho de 2014

Um busca do Merthiolate

E aí ela pegou a carruagem e saiu...
Antes destruiu o castelo com suas próprias mãos...
Atrás de Merthiolate para o machucado dilacerado no coração, encontra alguns que ela já usou tantas vezes e de nada adiantou...
No caminho, bebe demais, fuma demais, sai demais, esconde a dor demais, beija tantos sapos que não cabem numa contagem de mãos e encontra com ele...
E numa noite de verão, beija ele escondido de todos, atrás dos carros.
Tenta mais uma vez, menina! Vai! O final sempre tem que acabar com "felizes para sempre".
Beija beija o sapo.
E ele não virou príncipe.
Só virou um sapo devorador de corações, aliás, devorou mais um pedaço do dela...
Ela decide parar, curar aquela ferida por ela mesma, sem precisar de mais nada...
Cuida dela,
lembra dele 24 horas por dia,
cuida um pouco mais dela,
ele ressurgi,
ela nega.
 E numa noite por aí, cansada de procurar... Acha um braço para carregá-la até o táxi. Levá-la para casa e passar a mão na ferida até amenizar um pouco a dor...
Ele disse que tem o melhor Merthiolate do mercado.

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